Locomotivas a Vapor e Elétricas

Locomotiva Nº 353 - Velha Senhora

Baldwin de 3 cilindros, tipo Pacific rodagem 4-6-2, de procedência americana, fabricada em 1927. Durante muito tempo informamos erroneamente que ela tracionou os trens expressos DP-1, DP-2 e Cruzeiro do Sul (110 Km/h) entre São Paulo e Rio de Janeiro até 1962. Essa informação não procede no todo e foi corrigida por força de um email de um usuário e entusiasta, que observou o seguinte:

"Caros amigos, quem vos escreve é um ex-passageiro do DP1 e DP2 de 1959. Lamento informá-los que esta locomotiva não tracionava a dita composição, e sim uma elétrica, que ia do Rio até Barra Mansa, e lá era trocada por uma diesel que fazia o resto do percurso até São Paulo. Falo isso porque meu pai era Fiscal da Central do Brasil e viajávamos muito neste ramal, hora indo até Itatiaia e por duas vezes até São Paulo." - Victor Franco, vgtfranco@oi.com.br

Então nosso associado Thomas redigiu o seguinte:

"Realmente o amigo que enviou o e-mail sobre a 353 tem razão. DP1 e DP2 nunca foram puxados por locomotivas a vapor - sempre por diesel e elétricas (no trecho Barra do Piraí-Rio de Janeiro (D. Pedro II)). Os carros Inox da Central que faziam esse trem são de 1949/50. Nessa época as locomotivas Diesel (as ALCO FA "Biriba" e ALCO RS1) já assumiam os principais trens de passageiros da ferrovia, inclusive o Santa Cruz (DP-s). O único grande trem puxado pela 353 (e pela série 350, que eram as 4-6-2 de três cilindros sediadas no ramal de São Paulo) foi o Cruzeiro do Sul, entre 1929 (ano em que chegaram os carros de aço ACF - American Car & Foundry, que faziam o trem) até 1945, quando as ALCO RS1 assumiram o Cruzeiro do Sul até 1950, quando ele foi suprimido, dando lugar ao Santa Cruz. A partir dos anos 50, a 353 puxava trens de passageiros secundários com carros de madeira, pequenos trens de carga e trens de serviço ou lastro, até sua aposentadoria nos anos 60. Há uma exceção histórica de locomotivas a vapor puxando carros de aço inox da Central. Isso ocorreu em São Paulo em 1951/52, quando a Central do Brasil destacou alguns carros Budd poltrona (de 76 passageiros) como carro de subúrbio (em trens de dois ou três carros) enquanto não vinham os trens elétricos (inclusive há registros fotográficos disso), fazendo Roosevelt-Mogi. A Eletrificação da EFCB em São Paulo começou em 1950, ficou pronta em 1952, mas só em 1954 foi inaugurada, e mesmo assim usando trens elétricos "emprestados" do Rio de Janeiro. Pra conter a demanda, houve esse caso (vapor com carro inox). Mas foi por pouco tempo." - Thomas Corrêa, Santo André, SP, thomascorrea@uol.com.br

A Velha Senhora, que estava restaurada, aguarda nova restauração depois dos atos de vandalismo de que foi alvo, para voltar a ser a maior locomotiva a vapor em operação no Brasil. Pertenceu à Central do Brasil, posteriormente, RFFSA – Rede Ferroviária Federal S/A.

 

Locomotiva Nº 15

Primeira locomotiva a percorrer o trecho Santos - Jundiaí, de procedência inglesa, fabricada por Sharp, Stewart & Cº Ltd., em 1862, 4-4-0 com bitola de 1,60 m e encontra-se no Museu Ferroviário, em Paranapiacaba.

 

Locomotiva Nº 5

Baldwin tipo Sela 0-6-0 manobreira, construída nos Estados Unidos em 1922. Veio para o Brasil na bitola de 1435mm, para realizar trabalhos no desmanche do Morro do Castelo, transportando material para o aterro do Flamengo, ambos no Centro do Rio de Janeiro. Ao término desse serviço, teve sua bitola alargada para 1600mm, sendo incorporada à Central do Brasil em 1930 como “manobreira”. Foi totalmente recuperada pela ABPF, com o apoio do Memorial do Imigrante, e re-inaugurada em 5 de dezembro de 1998.

 

Locomotiva Nº 10

Sharp Stwart tipo Sela 0-6-0, construída na Inglaterra em 1867, segunda remessa de locomotivas inglesas ao Brasil, é também a terceira locomotiva mais antiga em nosso país. Após muitos anos de trabalhos para a SPR, foi adquirida pelo Frigorífico Bordon e no final dos anos 70, foi doada à ABPF. Em 2001 foi restaurada, com apoio da Companhia de Trens Metropolitanos e do Engenheiro Lincoln Palaia, encontrando-se atualmente, em operação no Trem Histórico-Cultural do Museu Ferroviário de Paranapiacaba.

 

Locomotiva Nº 91

A São Paulo Railway comprou sua primeira 2-8-4T, bitola 1.60m, “Berkshire”, construída em 1938, pela North British Locomotive Co., Glasgow (Reino Unido), número de série 24460. Tem peso total de 102.660 quilos, peso de aderência de 71.050 quilos, comprimento de 12.00 m e diâmetro de cilindros de 58 cm. Durante o ano de 19?? foi equipada com freio a vácuo, com compressor de freio a ar da Westinghouse, para manobrar carros da Central do Brasil em viagens de comércio na zona de São Paulo para o topo do declive da Serra do Mar. No aguardo de restauro.
 

Máquina Elétrica V8

Construída em 1938, sendo que em 15 de novembro de 1941 a Cia Paulista inaugurou mais um trecho eletrificado, com 101,4Km entre Itirapina e Jaú. Para atender esta expansão foi encomendado à GE um lote de potentes locomotivas para uso expressos de passageiros e cargas. Do tipo 2-C+C-2 e potência de 3.870HP as novas locomotivas eram o que havia de mais moderno, rápidas e arrojado na época, com seu estilo aerodinâmico. De um total de 22 locomotivas (370 a 391), as 44 primeiras (370 a 373) foram entregues ainda em 1940, sendo assim a 6371 a única em especíe em face de funcionamentos.

 

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